Revista | Vol 6, N. 1, Junho 2015

Do espaço petrificado ao espaço criativo - em Winnicott e Kohut.

Imaginei, pouco tempo depois de ter lido Kohut pela primeira vez, que a falha narcísica (também a da ciência) se poderia pensar através de uma espécie de cartoon em que dois homens de barrigas em punho tentavam abraçar‐se, mas a proeminência dos umbigos que tendiam a crescer como se de outra zona corporal se tratasse, não permitia o encontro... e o abraço cava por dar, preso na gaiola que, bem simbolizada, pendia de um dos lados de ambas as camisolas. 

Se é no espaço transitivo (de Winnicott) que construímos a continuidade que permite a criação e o entendimento, não entediante (no sentido que Massud Kahn (1991) tão bem refere), daquilo que infinitamente somos na relação com o outro dentro e fora de nós, é na compleição narcísica segura e confiante (que Kohut enunciou), plena de si mesma, que crescemos homens e mulheres adultos, separados, de umbigos tranquilos e maduros. Só se corta o o, quando aquilo que se tem dentro é su cientemente su ciente, para aprender a escolher escutando e digerindo aquilo que vem de fora e de dentro de nós... e no espaço que se materializava no cordão surge espontânea a vontade de continuar buscando a construção complementar (sussurada por Kohut e absolutamente imortalizada por Coimbra de Matos) que suporta a gravidade (tal como Winnicott a descreveu) e conduz ao voo astuto e libertador, desengaiolando o desejo de encontrar, sentindo, o mundo, consciente da necessidade do outro para toda a vida. Nas palavras de Kohut: “Primeiro para sobreviver e, mais tarde, para viver bem” (1982, p. 56). Nas palavras de Winnicott (1965): o caminho entre a dependência absoluta e a independência progressiva. 

Como se de um espaço de construção, desconstrução se tratasse, também Winnicott e Kohut parecem permitir que dentro de nós o encontro se vá dando, que possamos brincar criando nesses espaços imperfeitos que deixaram para podermos preencher com a intersubjectivação que vamos, de certa forma, fabricando. 

Ambos os autores são acusados de não terem sido claros o su ciente por muitos analistas que posteriormente os citaram e criticaram. Contudo, encontro nessas imperfeições, tal como eles mesmos o sustentavam, o espaço que permite a construção intersubjectiva verdadeira, a do silêncio, onde, como dizia Winnicott (1958) o outro pode existir em tranquilidade. Assim, Winnicott (1965) alerta-nos de que é importante não tentar entender tudo e Kohut reforça-o à medida que nos vai desenlaçando da ideia do conceito estático, afirmando que não pretendia aniquilar hipóteses criando verdades fechadas, mas sim manter aberta a porta para a compreensão de quem sobre elas se debruça. 

O caracter dinâmico da mente, o respeito pela sua complexidade tornam a totalidade da realidade, o seu absolutismo, inalcançável e Kohut, e creio que também Winnicott, não pareciam estar dispostos a cansar-se para chegar a lugar nenhum. Na certeza de que, à laia de Carolino, no livro Aparição de Vergílio Ferreira, “as palavras são pedras” (1959, p. 80), a repetição da palavra, a objectivação do seu conteúdo, acabaria por gerar uma estrutura sem vida, uma carapaça conceptual indigna daquilo para que o próprio self nos remete como centro de iniciativa e criatividade. 

Para Kohut, o self como centro psicológico do indivíduo não poderá, como toda a realidade, ser conhecido na sua essência. Não é possível penetrá-lo, apenas as suas manifestações psicológicas recebidas de forma empática e introspectiva estão acessíveis a quem com ele se relaciona. 

Recebi, há uns anos atrás, um menino com 5 anos que vinha da Madeira. A mãe dizia que a mudança parecia estar a constituir uma barreira ao seu desenvolvimento, que o sentia triste, que tinham cado na Madeira os familiares e amigos com quem costumavam estar e que Manuel sofria muito com a distância. Pensei, então, no poder do Oceano que torna a continuidade um sítio difícil de alcançar. A ilha separada do continente por uma massa de água sem o, sem ponte... 

Quando era eu pequenaI sonhava muitas vezes que tinha umas pernas enormes e que conseguia transitar da Madeira para Lisboa e de Lisboa para a Madeira... e era mágico. Claro que depois acordava e deparava-me com a realidade... a impossibilidade de lá ir quando quisesse pelo meu próprio pé e a espera de um qualquer avião que lá me levasse. Até que fui encontrando, a pouco e pouco, a Madeira em Lisboa e a Madeira em mim. 

Lembrei-me, ainda, do meu próprio pai (ele próprio madeirense) me referir que quando chegou a Lisboa, aos 16 anos, aquilo que mais o impressionara fora a dimensão das distâncias e a forma como se mediam. Para ele, distância era na vertical, os quilómetros mediam-se de cima para baixo ou de baixo para cima, e não, como no Continente, na horizontal, em frente. Lembro-me de me ter dito que demorara algum tempo até sentir que tinha conseguido voltar a encontrar-se no espaço e a sentir-se no tempo. 

Houve uma coisa que a mãe de Manuel me disse, dentro de tantas outras, que ficou a ecoar dentro de mim, como uma espécie de ideia em forma de ilha, sobrevoando a nossa consulta, à espera, creio, de poder encontrar sentido (quase que à espera de poder florescer), de aterrar. Disse-me, então, que andava muito preocupada com o Manuel, por ele andar a beber muita água, até já pensara se ele não teria diabetes. Coisa que, estranhamente ou talvez não, não se verificou. Aliás, como ouvi uma vez a um doente meu: Mother SugarII is never enough, until is not sugar anymore and it ́s morphin instead

A verdade é que Manuel pedia água e bebia-a também durante as consultas. 

Parecia ser importante para si a ideia de haver em mim qualquer coisa da Madeira, como uma espécie de concreto essencial à possibilidade de se criar a si próprio e de estabelecer um qualquer vínculo de união com a fragmentação interna que parecia estar a incapacitá-lo de sonhar. 

Mas foi numa sessão que aquilo que era óbvio se descongelou. Através, creio, de um qualquer desenho onde a distância entre a Madeira e o Continente estava a submergi-lo em angústia e a necessidade de beber água se acentuava, percebi que Manuel bebia água na expectativa de a beber em quantidade su ciente para acabar com o Oceano que separava estas duas partes de si. Manuel queria beber o Oceano. Não havendo água, nada separaria a Madeira de si. 

E, estranhamente, depois de, através do desenho vivido e experimentado ali comigo, ter dito qualquer coisa neste sentido, a necessidade da água desapareceu. Ao matar a sede verdadeira, o concreto parece ter podido simbolizar-se e o espaço transitivo começou a existir - a água, sob todas as suas formas, num objecto transitivo que começava a ser coisificado. 

Agora, a medida das distâncias toma sentido interno e a continuidade, integradora, permite a coesão no tempo e no espaço. Das pernas gigantemente adultas que sonham poder não se separar à água que, uma vez bebida, permite a livre circulação do ar, ao bebé que uma vez verdadeiramente nascido pode aguentar a força da gravidade e, ainda assim, continuar a voar. A imensa esperança de encontrar aquilo que não se teve, a necessidade, como dizia Winnicott, de uma pessoa se lembrar de algo que nunca aconteceu... as saudades daquilo que nunca se viveu é o caminho da sua própria retoma do desenvolvimento e, de certa forma, também, de se restaurar o Self. E é a partir daí que o crescimento de acordo com o potencial interno pode acontecer, e se cumpre o desejo de ser, expresso também no poema Amar de Florbela EspancaIII: “Que me saiba perder... para me encontrar”. 

Também os nossos autores se encontram separados por um mesmo Oceano, mas em continentes diferentes e detentores de uma linguagem literal e metaforicamente similar, um nos Estados Unidos e outro em Inglaterra, quase que em gerações diferentes. A possibilidade da sua autenticidade e identidade constituída permite que o encontro entre eles se dê, dentro de nós, na compreensão complementar astuta... no espaço de criação, permitindo que a separação não seja uma ruptura na continuidade interna, mas sim porta aberta à possibilidade de pensar co-construindo intersubjectivamente o mundo, na água interna que ao encher de si mesmo o self que, não morrendo à sede, se atreve a questionar. 

A boa relação entre as teorias de Winnicott e Kohut parece ser consensual para a maioria dos autores que sobre eles se debruçam. Tendo a concordar, por inúmeras razões, mas principalmente porque ambos personificam a verdadeira ciência, aquela que se move pela curiosidade de se saber cada vez mais. 

Estes autores são cientistas desejosos de encontrar e contribuir para o florescimento da unicidade inter-individual, isto é, do autêntico, nas palavras de Kohut - o potencial interno, e não o falso self (Winnicott) ou o fetischismo maligno no seu lugar. Assim, ambos os autores pedem que não nos deixemos mergulhar em certezas vãs e que, tolerando a incerteza, as nossas próprias mazelas internas, possamos deixar que o outro cresça quem é e não como alguém que anula aquela que sentimos ser a nossa incompletude, por outras palavras, que o falso self e as necessidades narcísicas (no sentido de Kohut) não nos dominem quando verdadeiramente queremos dar à luz. 

A Gilda, uma paciente de quarenta e poucos anos, dizia-me a propósito do nascimento do seu lho mais velho: “Quando ele nasceu, doutora, fiquei às escuras... não sei como, mas todo o Hospital deixou de ver. Não sei se é por isso, doutora, que ele gosta tanto de enfiar a cabeça dentro da minha camisola, ou da do pai... ou esconder-se nos nossos casacos” e vou ouvindo... “Doutora, eu peço que me ajude a dar-me à luz... não sei se já lhe disse, mas quando eu nasci a minha mãe quase morreu, ficou muito tempo doente, talvez deprimida, não sei bem... e nem sei quem é que tomou conta de mim nessa altura. Mas a minha mãe foi sempre difícil, acho eu. Uma vez eu estava a brincar com uma amiga e dizia-lhe que era uma princesa, a minha mãe ouviu-me, riu-se e disse: “Ó lha, tu és lá agora uma princesa; és uma menina como todas as outras»... Senti-me congelar. (...) Já vivi no Alasca. Lá as temperaturas podem descer de tal forma que, se não tivermos cuidado, se não nos lembrarmos de nos agasalhar bem, os olhos podem congelar e ficamos a ver numa só direcção, aquela para onde estávamos a olhar quando congelamos.” 

Winnicott e Kohut ensinam-nos e relembram-nos que uma ciência não morre quando avança, que se pode nascer sem se matar, mas que aquilo que não vier recheado de si mesmo terá que car pelo caminho. 

Penso, que de certa forma, encontramos esta ideia no semi-círculo da saúde mental de que fala Kohut (1982), ao questionar o pai Edipiano e ao propor o pai Ulisses no seu lugar. Kohut considera que aquilo que é normal e humano é a necessidade de dar suporte e apoiar a geração que se segue, não a luta intergeracional, repleta de desejos destrutivos mútuos. Mas para que isso aconteça é preciso estar em paz com a própria morte e conhecer, utilizando o conceito Winnicottiano do brincar, experienciando, a infinitude interna que apenas o espaço potencial pode verdadeiramente proporcionar. 

Assim, a vida evolui quando aqueles que se sentam no trono não subjugam humilhando aqueles que querem crescer, isto é, aqueles que sentem querer roubar-lhes o lugar. Quando aqueles que se sentam no trono conseguem compreender que não são proprietários do mundo, mas que lhe pertencem e, como tal, também irão morrer. A vida evolui, quando, utilizando o título do livro do Professor Amaral Dias (1993) que tanto gosto de enunciar, Deus em mim se opuser a Deus, e eu puder, enfim, aceitar a minha finitude real. 

A morte não simbolizada... a impossibilidade de se ter sido único e inteiro dentro de alguém torna a longevidade externa num ícone da petrificação do espaço onde se sente ter-se sido infinito. O pai que dá a mão à continuidade temporal em todas as suas acepções oferece-se como motor da continuidade identitária que avança, sentindo o o da bagagem com que pode construir-se e desconstruir-se, sendo. 

Mas, quando a continuidade existencial não é alcançada, quando holding e handling não se encontram no jogo da atenção empáticas das necessidades do ser que emerge, quando a incapacidade materna para interpretar as necessidades da criança conduz à submissão, o gesto espontâneo é substituído e a casca do falso self instala-se no seu lugar. E o espaço, potencialmente infinito, torna-se finito na introdução materializada daquele que era suposto ser o lugar do sonho - as princesas não existem

Também o assim é quando no lugar da espontaneidade criativa se impõem a submissão à incapacidade materna/teórica de interpretar, compreendendo, as necessidades do gesto espontâneo de conhecer cada vez mais. 

Mas na ausência dos cuidados adequados, na introdução da descontinuidade, apenas resta a possibilidade de congelar a situação, e no Alasca/à rasca, quando o frio petrifica, espera-se que um dia o calor seja su ciente para descongela-la e o desenvolvimento se possa retomar. 

“– E agora? – pergunta-me Pedro (60 anos), sentando-se no divã – eu não tenho mãe... e se a nossa relação, se você para mim for uma espécie de Mother Sugar

– Está com medo de mel/ting? 

– Acena e acrescenta – de melting down... é que depois tem que me aturar, o quê, a vida inteira? 

– A vida inteira que tem dentro de si, no tempo que o tempo nos concede aqui, mas Pedro, maus pais não são pais mortosIV

Pedro inspira e deita‐se: “Esta noite tive um sonho...” 

O analista, tal como Winnicott o concebe, tem, no fundo, nas palavras de Jorge Câmara (2014)V: “A função de significar a ausência, não se podendo tomar pelo ausente, mas vai estando qualitativamente presente e metaforizando, pela zona intermédia da relação”. 

E se o mel, o encontro relacional, desfaz e derrete a zona onde o caminho da distância de nós próprios – num sentido mais Kohutiano, chega longe aquele que está perto de si próprio –, o risco, o medo de que o mel seja também a cola aprisionante conhecida, antiga e reiterada no tempo, oscila com o desejo de car para sempre ligado... Pedro ainda procurando nascer. 

Creio ter encontrado esta ideia já há uns 16 anos atrás, mesmo antes de a saber... numa viagem a Nova York... Passeava maravilhada pelas ruas da cidade, tendo a sensação de que tudo era possível e completo... não havia necessidade que não fosse imediatamente satisfeita, nem sítio que não estivesse perfeitamente pensado e concluído. Foi assim que segui até chegar a um porto... havia um caminho que acabava em curva, de onde imaginei que seria maravilhoso contemplar o rio... pensei: “Quem me dera que a seguir aquela curva existisse um banco para eu me sentar a ver o rio”. Avancei e, ao dar a curva, lá estava ele... e eu não gostei; aquele banco não era suposto estar ali, não havia lugar para o sonho e o concreto sobrepusera-se ao que devia surgir do encontro complementar. Ali estava o banco de pedra petrificando o espaço potencialmente infinito de criatividade. 

Creio que, quer para Winnicott, quer para Kohut, a ciência pára e a psicanálise petrifica-se quando o analista se torna uma massa maligna de cognição, reiterando e repetindo a falha original, não se constituindo, nas palavras de José Barata (comunicação pessoal), como “um urso de peluche com vida”, que potencia a zona de intermédio onde o eu e o outro dançam a dança da construção relacional. 

Assim, parece inequívoca a ideia de que muito de Kohut nasceu e se aninhou das conversas internas que imaginamos ter tido com Winnicott, ampliando e expandindo alguns dos conceitos que este iniciara. Houve momentos em que seguiram caminhos distintos, um sendo capaz de aperfeiçoar a ideia de que nascemos para uma díade que personaliza e integra, concebendo o holding necessário ao handling que nos permite ir criando o espaço interno de coesão identitária, não temendo olhar para o início e para o sítio onde tudo pode acontecer; enquanto o outro nos incita a olhar para a malignidade da desvalorização das necessidades narcísicas de um Self em crescimento e de um Self vivo. 

Partindo da observação participante de zonas diferentes do desenvolvimento humano, os autores parecem ir-se encontrando a meio do caminho e, do contacto interno verdadeiro com os outros em situação clínica, encontram aquela que lhes parece ser a premissa base da vida: a de que nascemos de um outro e para um outro que nos devolva a nós mesmos. Mas quando esse outro não é suficiente, nas palavras de Winnicott, ou se encontra refém das suas próprias necessidades narcísicas, nas palavras de Kohut, o desenvolvimento suspende-se e congela à espera de dias melhores. O Self verdadeiro estará para sempre à espreita, procurando o ambiente que lhe permita florescer, procurando um outro que, capaz de o olhar genuinamente, lhe proporcione a força interna necessária e justa para poder retomar o seu desenvolvimento e restaurar, assim, o seu self

O analista deverá estar consciente de que o self tenta crescer e manter-se coeso o melhor que sabe a cada momento da sua vida, de acordo com aquilo que recebeu, sem que a última réstia de esperança se deixe levar para a morte (desintegração permanente do self). É essa réstia de esperança que lança a âncora para o vínculo com o analista. Mas só um analista capaz de encontrar esse o de Ariana abrirá caminho para que as transferências possam emergir, surgindo a nova possibilidade de se gerar vida rica e fértil. Um analista que aceite verdadeiramente, utilizando a definição de empatia de Kohut, car com uma procuração da introspecção do outro. Isto é, só um analista capaz de olhar genuinamente o seu paciente, encontrará aquilo que este tem de mais pueril e dar-lhe-á a mão no sentido do crescimento. 

E ao ser verdadeiramente espelhado, o self reencontra-se, conhece-se e avança. 

Não poderia terminar sem deixar o poema SonoVI de Winnicott: 

Deixe que a sua raiz vá ao fundo da sua alma. Sugue a seiva
da fonte infinita
do seu inconsciente
e
permaneça sempre verde.

 

Referências Bibliofráfica 

Amaral Dias, C. (1993). Só Deus em mim se opõe a Deus. Fenda: Lisboa.
Câmara, J. (2014). Comentário de um caso clínico apresentado na Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Seminário Clínico de Maio de 2014.
Coimbra de Matos, A. (2006). Conferência apresentada no I Congresso Luso Brasileiro de Psicanálise. Para que serve uma psicanálise hoje? Lisboa (29 e 30 de Maio). Khan, M (1991). Quando a primavera chegar. Escuta: São Paulo.
Kohut, H. (1977). A restauração do Self. Imago: Rio de Janeiro.
Kohut, H. (1982). Introspection, empathy, and the semi-circle of mental health. Internacional journal of Psycho‐analisysis, pp. 395-407.
Kohut, H. (1984). Como cura a psicanálise. Artmed: São Paulo.
Winnicott, D. W. (1958). Da Pediatria à Psicanálise. Imago: Rio de Janeiro. Winnicott, D. W. (1965). A família e o desenvolvimento individual. Martins Fontes: São Paulo.
Winnicott, D. W. (1975). O brincar & a realidade. Imago: Rio de Janeiro. Winnicott, C Sheperd, R. & David, M. (1994). Explorações Psicanalíticas: Donald Winnicott. Artes Médicas: Porto Alegre. 

Notas de rodapé

1 – Versão modificada da comunicação com o mesmo título, pronunciada no II Congresso Winnicott Luso-Brasileiro: A retomada do amadurecimento, Lisboa, 20 e 21 de Junho de 2014.
2 – Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta, Psicanalista Candidata pela AP, Vice-Presidente Lisboa e Sul da Sociedade Portuguesa de Psicossomática. 

Notas finais

I – A autora também é oriunda da ilha da Madeira e tinha metade da sua família a residir na ilha.
II – Mother Sugar - refere-se a um termo utlizado por uma personagem do livro “ e Sweetest Dream” (2001) de Doris Lessing que o paciente usava ao referir-se à própria psicoterapeuta. 
III – Espanca, Florbela (1934). Sonetos Completos. Coimbra: Livraria Gonçalves. IV – Devo esta frase ao Dr. José Barata.
V – Comentário de um caso clínico apresentado na Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Seminário Clínico de Maio de 2014.
VI – D. Winnicott. (1994). Explorações Psicanalíticas, p. 13. 

Title

Guilt and maturation

Abstract 

Based on the work with children and young people at risk in the last few years, the author makes a revision of Winnicott ́s ideas on feeling of guilt and its origin, confronting and completing them with contemporary authors like Stephen Mitchell, Peter Fonagy and Owen Renik.