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Carlos Amaral Dias

Caros colegas e amigos,  

É com o maior pesar que a Direção da AP comunica a morte do nosso amigo e mestre, Prof. Carlos Amaral Dias.

Nascido em Coimbra, foi lá que se formou em Medicina (Psiquiatria) e se doutorou em Psicologia.

Foi professor catedrático e dirigiu durante anos o Instituto Superior Miguel Torga. Em Lisboa, onde se fixou, foi professor no ISPA e Presidente da Sociedade Portuguesa se Psicanalise, da qual se afastou por discordâncias várias.

Foi co-fundador da Sociedade Portuguesa Psicanalítica e mais tarde da nossa AP.

Com uma obra original e ímpar, a sua capacidade crítica e liberdade de pensamento, fizeram escola ao longo de várias gerações. Quem trabalhou com ele de perto sabe como podia ser exigente e rigoroso nas suas intervenções e comentários. Indefectível admirador de Freud, era frequente ouvi-lo dizer “leiam Freud, está lá tudo”.

Homem de uma imensa cultura, sempre defendeu que os psicanalistas e psicoterapeutas tinham a obrigação ética de se pronunciarem sobre os assuntos da sociedade e da vida colectiva. Coerente com esta convicção, foi durante muitos anos uma presença assídua na rádio, na televisão e nos jornais. Entristecia-o o facto da grande maioria de nós não ter uma presença mais activa na sociedade e o facto de nos isolarmos nos nossos gabinetes.

Não era um homem fácil mas foi um mestre, mentor e amigo de muitos de nós.

Deixa dezenas de livros e centenas de artigos sobre psicanálise.

O seu pensamento original e de enorme criatividade marcará, sem dúvida, as gerações futuras.

 

A Direcção da AP